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1978
Branding 1978

Nasce o nome Galp

Nasce o nome Galp

Nasce o nome Galp · É criado o símbolo G

Em 1978 o logotipo, que se veria por todo o País, foi criado pelo reconhecido Luís Filipe Abreu, artista plástico e autor de uma vasta obra, que inclui notas para o Banco de Portugal.

A ideia da logomarca G começou a ser arquitetada em 1977 e no ano seguinte é finalmente lançada no mercado.

Esta logomarca é o sinal visual mais representativo da Marca e deriva da versão gráfica e visual da denominação completa – Galp.

A opção cromática forte, o laranja tão distintivo, tem raízes na sua origem Sonap e assume‑se como uma opção verdadeiramente inovadora e arrojada, criando ela mesma um marco no Marketing das empresas petrolíferas da época.

O verde presente na designação completa, tem raiz na Marca Sacor e assume em simultâneo o caráter nacional da Marca, muito em voga nos padrões gráficos da década.

Tratou‑se de um exercício de aglutinação das duas Marcas de origem, num resultado marcante e impactante desde o início.

 

A Galp escolheu uma fonte com desenho neutro, sem conotações, clara e versátil na utilização.

A fonte Helvetica® foi desenhada inicialmente em 1957, por Max Miedinger e Eduard Hoffman no Haas’sche Schriftgiesserei na Suíça.

1978
Entrevista 1978

O Pai da Marca

O Pai da Marca

LUÍS FILIPE DE ABREU

Professor Catedrático e membro da Academia Nacional das Belas‑Artes, Luís Filipe de Abreu nasceu em Torres Novas em 1935. Desempenhou funções de consultor artístico e técnico no domínio das artes visuais e do design junto de entidades públicas, privadas e organismos do Estado.

O País estava a mudar. Depois de décadas em tons de cinza, a Galp trouxe cor, otimismo e confiança com o laranja e o seu grafismo forte.

Um começo de calendário

O início da colaboração com a então Sacor começou cedo e foi pela mão de um amigo ligado ao cinema que o então muito jovem Luís se apresentava à Marca, com a qual, durante tanto tempo se relacionaria.

“Naquele tempo havia muitos artistas plásticos, escultores e mesmo autodidatas a fazer o agora chamado design.”

A primeira obra foi a criação de ilustrações para os calendários, verdadeiras peças de arte que, regularmente, a Sacor produzia e que continham obras de artistas tão prestigiados como Júlio Resende.

A maqueta foi à Administração que rapidamente se deslumbrou com a mestria e a versatilidade do seu traço, começando o jovem artista a trabalhar assiduamente na criação destas peças de referência.

O nascer da Marca

Com os anos quentes da revolução, dá‑se a nacionalização e pouco tempo volvido a então Petrogal vê a necessidade de criar uma Marca para as gasolineiras. Realiza‑se um concurso no qual Luís Filipe de Abreu é convidado a participar.

Não houve propriamente um briefing, apenas uma breve apresentação da empresa Galp, por isso a liberdade criativa era total, ainda que assombrada pelo pouco tempo. Era um trabalho sobre pressão.

“O ‘G’ tinha de ter características de Marca, para que se visse bem e sem confusões.”

E sem mais, a proposta apresentada era vencedora e quase sem alterações o “G” vê a luz do dia pela primeira vez.

A inspiração e o receber da Marca

Logo pensou num “G”, mas nunca um “G” comum. Antes um “G” com característica de Marca, que se destacasse e que conquistasse o seu espaço com orgulho e visibilidade e que não se confundisse com o barulho de outras Marcas. Este era também uma seta, algo que transmitisse energia e movimento, dinâmica e poder. As cores há muito estavam definidas, por isso e recorrendo ao Catálogo de Cores Internacional, Luís escolhe os tons certos de laranja e verde.

O design da Marca foi sempre muito rigoroso, quem o trabalhava tornava‑se um verdadeiro guardião das suas regras e identidade.

Com a certeza de dever cumprido e de quem, de alguma forma, traçara um caminho duradouro, Luís Filipe de Abreu recebeu o seu prémio de 5 contos, pela criação do primeiro logotipo Galp.

Luís Filipe de Abreu continuou a acompanhar de perto o desenvolvimento da marca que tinha criado, quer como cliente, quer como colaborador durante alguns anos após o nascimento do “G”.

“O ‘G’ tinha força, foi recebido com satisfação e orgulho entre todos os que o viam agora espalhado pelo País. Não houve espaço para saudosismo, apenas para uma sensação boa de progresso e para um futuro promissor.”

 

 

1978
Branding 1978

A nova Marca integra a vida dos portugueses

A nova Marca integra a vida dos portugueses

Unidades industriais, postos, lojas e produtos vestem‑se com a nova Marca.

A Galp obtém índices de visibilidade em todo o território de uma forma nunca antes vista em Portugal. Para além dos combustíveis, o aftermarket, servido pelas lojas que vão sendo implementadas, mostra uma nova ideia de conveniência, que aproxima a Marca ainda mais do quotidiano dos consumidores.

A Galp espelhava a mudança de toda uma Nação. Por todo o lado uma Marca nova, nacional e com os valores de um País que via o seu futuro a cores.

Num País ainda vestido em tons de cinza, as cores da Galp davam um colorido, um sinal de esperança e desenvolvimento que se esperava ansiosamente.

A Galp estava na rua, em casa, nas estradas. Era Portugal que se via, muito para além da Marca.

 

“Gostava do cheiro a gasolina nas mãos e de ser eu a abastecer o carro dos meus pais. Era uma tarefa de adulto. Gostava tanto, que no jogo do petróleo, que jogava com amigos, adicionei pequenos papelinhos com o logotipo Galp que pintei à mão.” - João Oliveira, Copywriter

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