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1970
Branding 1970

Uma Marca, Uma Missão Perante o País

Uma Marca, Uma Missão Perante o País

Num contexto de mercado inundado de insígnias, onde cada produto e serviço tem um “rosto”, o desafio e conquistar uma posição de reconhecimento, de mérito e, se possível, de pertença.

Desde a sua criação, há 40 anos, a Galp e uma Marca que vai crescendo com o Pais e que, como poucas, lhe conquistou o coração e a mente. Um percurso evolutivo, que teve como ponto de partida uma organização de base industrial e a comercialização de uma commodity indiferenciada, ate se tornar uma Marca com o sonho e a premissa de unir os consumidores portugueses ao redor de uma ideia de vida mais confortável, mais comoda, mais eficiente e produtiva.

Há Marcas, cuja vida se mistura com a do próprio pais de origem, há Marcas que dispensam a designação por extenso, pois se reconhecem de imediato e há Marcas, cuja evolução e longevidade as tornou um caso único de estudo.

Assim é a Galp. Uma bandeira nacional, um ícone que desperta orgulho onde quer que haja um português, tendo conseguido o feito, de dar corpo a uma matéria que, sendo incorpórea, faz parte do nosso quotidiano e do nosso bem‑estar.

Galp e mais que uma Marca, e uma energia motriz, que nos une e acompanha há tantos anos quantos as nossas vidas mudaram e que se supera na oferta de produtos e soluções inovadoras em Portugal e no mundo.

E na beleza dos seus 40 anos, madura, sexy e segura de si, a Galp promete continuar a espalhar energia e a aquecer corações, por ca e pelo mundo fora.

Este site pretende apresentar os momentos mais importantes do branding e publicidade da Marca Galp desde a sua criação em 1978 e a forma como sempre comunicou e se posicionou no mercado que tao bem a conhece. Reunidos estão também testemunhos de alguns dos intervenientes fundamentais nesse trabalho constante de criação, gestão e, porque não dize‑lo, paixão.

Venha descobrir uma energia que marca.

1970
Branding 1970

Introdução

Introdução

Em 1976 o petróleo tem um nome, Petrogal. Assim nasce a maior empresa de Portugal.

Nasce a Marca‑mãe da Galp: Petróleos de Portugal – Petrogal, SA

1933 - SONAP

Em plena década de 60, o logotipo Sonap marcou pelo arrojo. A cor laranja ditava inovação e marcava o panorama do marketing das empresas petrolíferas. De um brainstorming entre a então chamada “secção de publicidade” e alguns colaboradores, nasce o quadrado laranja com um círculo branco descentrado e a palavra Sonap escrita a vermelho. A escolha da fonte Helvética, gera polémica, pelo recurso às minúsculas mesmo no início da palavra. A assinatura constitui um marco decisivo na campanha de marketing criada pela Sonap: “Uma Marca moderna com experiência antiga.”

1938 - SACOR

A Sacor encabeça a refinação de petróleos em Portugal e a sua imagem espelha a evolução do sector ao longo dos anos. Restylings introduzem novas cores e formas, mostrando que, apesar de ser detentora de uma quota de mercado fixa e uma postura pouco competitiva, a Marca estava viva e atenta à importância da comunicação.

1939 - CIDLA

Como subsidiária da Sacor, a Cidla apresenta linhas e formas semelhantes, mudando apenas a designação. No entanto a criatividade revela‑se noutra vertente e no fim dos anos 70, no átrio interior da sede, é instalada uma composição tridimensional, um encadeamento das letras que compõem a Marca, numa escultura que passa a constituir a identidade do espaço. Como assinatura, o Gazcidla prometia proximidade ao consumidor: “Uma chama viva onde quer que viva.”

1973 - PETROSUL

As ondas do Atlântico espreitam a Refinaria de Sines e criam, mais do que um cenário perfeito, a inspiração para a criação da Marca. A Petrosul não foi buscar a cor ao oceano, optando por um vermelho forte, muito em voga na época da sua criação, mas utilizou as ondas, que deram vida e algum dinamismo às letras e tornaram a Marca conhecida.

1976 - PETROGAL

A Petrogal surge em 1976 da fusão de quatro empresas recém‑nacionalizadas e muito distintas em termos de cultura e de dimensão: Sacor, Petrosul, Sonap e Cidla. Criava‑se assim um colosso empresarial, que teria de enfrentar uma vertiginosa subida do preço do petróleo e continuar forte e segura o seu caminho. Na base da criação da Marca está a análise dos objetivos de comunicação e dos diversos meios de apresentação onde irá viver. É definido o logotipo da Petrogal, cujo nome nasce da aglutinação de Petróleos de Portugal, e a designação completa da Empresa Petróleos de Portugal – Petrogal, SA. A estratégia da Marca passa por uma associação à modernidade, ao dinamismo, à competitividade e, essencialmente, ao aproximar do sector petrolífero, industrial e mais frio, ao consumidor doméstico, a uma commodity do dia a dia como é o gás e os combustíveis.

Petro GALPortugal - GALP

Uma designação que tem como fonte o País e a Marca‑mãe. À última sílaba de Petrogal, junta‑se a primeira letra de Portugal, num resultado curto, simples, facilmente repetível e que está na mente e no coração de cada português.

1978
Branding 1978

Nasce o nome Galp

Nasce o nome Galp

Nasce o nome Galp · É criado o símbolo G

Em 1978 o logotipo, que se veria por todo o País, foi criado pelo reconhecido Luís Filipe Abreu, artista plástico e autor de uma vasta obra, que inclui notas para o Banco de Portugal.

A ideia da logomarca G começou a ser arquitetada em 1977 e no ano seguinte é finalmente lançada no mercado.

Esta logomarca é o sinal visual mais representativo da Marca e deriva da versão gráfica e visual da denominação completa – Galp.

A opção cromática forte, o laranja tão distintivo, tem raízes na sua origem Sonap e assume‑se como uma opção verdadeiramente inovadora e arrojada, criando ela mesma um marco no Marketing das empresas petrolíferas da época.

O verde presente na designação completa, tem raiz na Marca Sacor e assume em simultâneo o caráter nacional da Marca, muito em voga nos padrões gráficos da década.

Tratou‑se de um exercício de aglutinação das duas Marcas de origem, num resultado marcante e impactante desde o início.

 

A Galp escolheu uma fonte com desenho neutro, sem conotações, clara e versátil na utilização.

A fonte Helvetica® foi desenhada inicialmente em 1957, por Max Miedinger e Eduard Hoffman no Haas’sche Schriftgiesserei na Suíça.

1978
Entrevista 1978

O Pai da Marca

O Pai da Marca

LUÍS FILIPE DE ABREU

Professor Catedrático e membro da Academia Nacional das Belas‑Artes, Luís Filipe de Abreu nasceu em Torres Novas em 1935. Desempenhou funções de consultor artístico e técnico no domínio das artes visuais e do design junto de entidades públicas, privadas e organismos do Estado.

O País estava a mudar. Depois de décadas em tons de cinza, a Galp trouxe cor, otimismo e confiança com o laranja e o seu grafismo forte.

Um começo de calendário

O início da colaboração com a então Sacor começou cedo e foi pela mão de um amigo ligado ao cinema que o então muito jovem Luís se apresentava à Marca, com a qual, durante tanto tempo se relacionaria.

“Naquele tempo havia muitos artistas plásticos, escultores e mesmo autodidatas a fazer o agora chamado design.”

A primeira obra foi a criação de ilustrações para os calendários, verdadeiras peças de arte que, regularmente, a Sacor produzia e que continham obras de artistas tão prestigiados como Júlio Resende.

A maqueta foi à Administração que rapidamente se deslumbrou com a mestria e a versatilidade do seu traço, começando o jovem artista a trabalhar assiduamente na criação destas peças de referência.

O nascer da Marca

Com os anos quentes da revolução, dá‑se a nacionalização e pouco tempo volvido a então Petrogal vê a necessidade de criar uma Marca para as gasolineiras. Realiza‑se um concurso no qual Luís Filipe de Abreu é convidado a participar.

Não houve propriamente um briefing, apenas uma breve apresentação da empresa Galp, por isso a liberdade criativa era total, ainda que assombrada pelo pouco tempo. Era um trabalho sobre pressão.

“O ‘G’ tinha de ter características de Marca, para que se visse bem e sem confusões.”

E sem mais, a proposta apresentada era vencedora e quase sem alterações o “G” vê a luz do dia pela primeira vez.

A inspiração e o receber da Marca

Logo pensou num “G”, mas nunca um “G” comum. Antes um “G” com característica de Marca, que se destacasse e que conquistasse o seu espaço com orgulho e visibilidade e que não se confundisse com o barulho de outras Marcas. Este era também uma seta, algo que transmitisse energia e movimento, dinâmica e poder. As cores há muito estavam definidas, por isso e recorrendo ao Catálogo de Cores Internacional, Luís escolhe os tons certos de laranja e verde.

O design da Marca foi sempre muito rigoroso, quem o trabalhava tornava‑se um verdadeiro guardião das suas regras e identidade.

Com a certeza de dever cumprido e de quem, de alguma forma, traçara um caminho duradouro, Luís Filipe de Abreu recebeu o seu prémio de 5 contos, pela criação do primeiro logotipo Galp.

Luís Filipe de Abreu continuou a acompanhar de perto o desenvolvimento da marca que tinha criado, quer como cliente, quer como colaborador durante alguns anos após o nascimento do “G”.

“O ‘G’ tinha força, foi recebido com satisfação e orgulho entre todos os que o viam agora espalhado pelo País. Não houve espaço para saudosismo, apenas para uma sensação boa de progresso e para um futuro promissor.”

 

 

1978
Branding 1978

A nova Marca integra a vida dos portugueses

A nova Marca integra a vida dos portugueses

Unidades industriais, postos, lojas e produtos vestem‑se com a nova Marca.

A Galp obtém índices de visibilidade em todo o território de uma forma nunca antes vista em Portugal. Para além dos combustíveis, o aftermarket, servido pelas lojas que vão sendo implementadas, mostra uma nova ideia de conveniência, que aproxima a Marca ainda mais do quotidiano dos consumidores.

A Galp espelhava a mudança de toda uma Nação. Por todo o lado uma Marca nova, nacional e com os valores de um País que via o seu futuro a cores.

Num País ainda vestido em tons de cinza, as cores da Galp davam um colorido, um sinal de esperança e desenvolvimento que se esperava ansiosamente.

A Galp estava na rua, em casa, nas estradas. Era Portugal que se via, muito para além da Marca.

 

“Gostava do cheiro a gasolina nas mãos e de ser eu a abastecer o carro dos meus pais. Era uma tarefa de adulto. Gostava tanto, que no jogo do petróleo, que jogava com amigos, adicionei pequenos papelinhos com o logotipo Galp que pintei à mão.” - João Oliveira, Copywriter

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