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2000
Institucional 2000

A Galp reinventa-se para energizar os portugueses

A Galp reinventa-se para energizar os portugueses

Século novo, País novo. Há um sentimento de otimismo após a Expo 98 e uma década de acentuado crescimento económico.

A extensão da rede de autoestradas continua a sua subida vertiginosa, de 303, para 1.482 km e o número de carros particulares aumenta na mesma proporção.

O mercado consumidor da Marca está em franco crescimento, bem como a sua rede de postos de abastecimento.

Em 2001, o 11 de Setembro dita a triplicar do valor do barril de petróleo até ao fim da década, o que se repercute nos preços finais do combustível e na capacidade de resiliência de todos os consumidores.

No panorama europeu e mundial, Portugal cria junto dos seus pares uma imagem de segurança, tranquilidade e simpatia.

Durante esta década a comunicação da Galp dá um salto de gigante, torna-se mais emocional e faz uma promessa de inovação aos portugueses.

2000
Campanhas 2000

Aprende‑se fazendo

Aprende‑se fazendo

Na sequência da fusão GDP – Gás de Portugal com a Petrogal surge a Galp Energia.

A expressão gráfica humanizada entretanto criada, tinha a boa intenção de dar mais “emoção” à Marca holding da Galp e aproximá‑la dos consumidores.

A comunicação desenvolvida, tinha uma aplicabilidade essencialmente interna e não chegou a ser implementada nos postos abastecedores. Era uma tentativa de explorar novos caminhos, mas que não se compatibilizava de uma forma evidente com a Marca Galp presente nas lojas, postos, produtos e serviços existentes e depressa se tornou claro que teria de ser repensada.

Este exercício serviu acima de tudo, para consolidar a importância do “G” e medir a força que a Marca tinha interna e externamente.

O lado positivo resultou num reposicionamento em que a ideia de “energia”, mais do que estar associada a um produto ou commodity, era algo intrínseco ao futuro das pessoas, existindo por elas e para elas, para criar conforto, satisfazer anseios e concretizar objetivos, tanto dos consumidores como das empresas.

2002
Institucional 2002

O rebranding do milénio

O rebranding do milénio

Com talento e estratégia, o design e a indústria portugueses redesenham a maior Marca nacional.

O reposicionamento da Galp é uma necessidade face a um mundo em mudança, que enfrenta o grande desafio da segurança e da sustentabilidade. A Galp precisa de se afastar do crude. O seu caminho e a atividade são já muito mais que isso.

O futuro também é feito de energias renováveis de maior equilíbrio, eficiência e otimismo. Faz‑se um caminho de aproximação ao consumidor com uma promessa que vai muito além do produto, uma oferta emocional e intangível – A sua energia positiva.

A Galp é “positiva” e os seus consumidores têm, eles próprios, essa energia e essa atitude  positiva perante a vida.

Este rebranding é uma afirmação positiva da maioridade do design feito em Portugal.

O rebranding Galp de 2002 estruturou todas as Marcas Galp Energia, num modelo monolítico, com um logotipo único e uma mesma regra de expressão textual, fortalecendo a perceção do nome Galp junto do mercado.

As submarcas, por serem referentes a serviços, produtos ou ideias com posicionamentos diversos, adotam expressões únicas, porém com endosso gráfico coerente à Marca‑mãe.

A expressão gráfica abandona a geometria de circuito automóvel, é simplificada e assume uma expressão mais suave e palpável, focada no G. Distingue‑se da concorrência nos mercados que ocupa.

Depressa o G passa a ser conhecido como “pastilha” o que até é uma associação positiva que revela o lado extrovertido que suscita nos consumidores.

Este rebranding é uma afirmação positiva da maioridade do design português. A indústria portuguesa beneficia, como grande materializador, do plano de implementação dos novos postos e equipamentos.

A simplificação passa também pela escolha do laranja como única cor distintiva da Marca. O laranja de 2002 é mais denso e forte que o anterior, é mais enérgico e extrovertido.

As fontes corporativas escolhidas para dar coerência e estrutura gráfica a toda a expressão escrita da Marca são as famílias tipográficas FF DAX® e FF DAX WIDE®. A DAX é uma fonte humanista criada pelo designer Hans Reichel e publicada no catálogo FontFont em 1996.

Com estilo modernista e excelente leitura, tem uma versatilidade que garantia a sua utilização em todos os suportes em que a Marca comunicava e seria a base do desenho de letra de todas as submarcas Galp.

O programa de pictogramas e sinalética está alinhado com a essência da Marca.

Os normativos e o brandbook Galp regulam a forma, o tom e a atitude com que a Marca se  apresenta perante o mundo.

Uma Marca renovada, com bastante força e que se expandiu pelo quotidiano dos portugueses e pelos vários setores da Galp.

É feito um grande investimento na renovação dos postos. A montante disso estão vários projetos de design industrial e de comunicação, de proporções inéditas em Portugal e que a Marca prolonga para o lançamento de dispositivos inovadores para o conforto do lar.

A Marca tinha agora mais movimento e mais cor. Esta afirmação positiva é também uma expressão de confiança no potencial de Portugal e do papel da Galp no mundo.

“Hoje é tudo muito diferente. Há uma cultura de Marca. Na altura as pessoas não ligavam a marcas e o agora Design era a Arte Gráfica.” - Luís Filipe de Abreu, Artista Plástico criador do primeiro logotipo Galp.

2002
Entrevista 2002

Uma Dupla Energia Positiva

Uma Dupla Energia Positiva

MARCELO LOURENÇO E PEDRO BEXIGA

Uma dupla criativa, Copywriter e Art Director respetivamente, junta desde 1999 e com muitas histórias para contar.

Marcelo chegou a Portugal, vindo do Brasil, em 1999, altura em que conheceu Pedro Bexiga e claro, a Galp. O primeiro contacto foi com as bombas, um pouco por todo o lado.

Profissionalmente a relação com a Galp começa por um concurso, que a Marca abre e ao qual a Dupla de Diretores Criativos da Lintas dá resposta.

Corria o ano 2000 e a campanha era para o pouco duradouro e menos conhecido Flowerman. A agência não ganhou, mas ficaram muito contentes com o resultado e com a enorme entrega de toda a equipa na proposta. Sempre que há concurso, é toda a liberdade criativa que é posta à prova, recordam.

A notícia na época não foi terem ganho a conta, mas sim a sua saída da agência, para abraçar outro desafio, a Leo Burnett.

Por coincidência do destino, ou porque assim tinha que ser, a Leo era a agência que tinha ganho o concurso, para a comunicação do rebranding da Marca Galp e o nascimento de uma nova assinatura: “A sua energia positiva.”

Apesar de toda a campanha ser da autoria da dupla e ter como mote o lançamento deste novo posicionamento e assinatura, a verdade é que, e ao contrário do que muitos creem, a assinatura não é criação do Marcelo e do Bexiga. Esta assinatura já vinha no briefing da campanha e é uma criação da Brandia, a agência que tinha feito o rebranding.

Para a comunicação deste rebranding, a agência empenhou‑se a fundo. Era o primeiro trabalho daquela dimensão para Marcelo e Bexiga na Leo Burnett e para Alexandre Okada, diretor criativo da casa também há relativamente pouco tempo.

Energia Positiva. Uma promessa desafiante quando quem a faz é um dos “vilões do mundo” – a Indústria Petrolífera. Hoje todos querem ser ecológicos, mas na altura, era algo novo, uma inovação, recorda Marcelo.

A Marca sabia bem para onde queria ir, que lugar queria ocupar e isso estava bem patente no próprio logotipo, que resumia em si tudo aquilo que a Galp queria representar: modernidade, democratização e acessibilidade.

Na comunicação de “A sua energia positiva”, o desafio era grande e, tratando‑se da maior conta da agência na altura, todos se empenharam numa resposta à altura da grandeza da Marca.

Tinham de mostrar que a Galp era energia num todo (e na altura era só combustíveis, note‑se). Energia para a vida, para todos e de forma positiva. O desafio era acima de tudo como  comunicar uma Marca cujo produto é combustível, um recurso fóssil, poluente e que pode gerar desconfiança junto do consumidor.

Mas para grandes desafios, grandes respostas e assim foi.

Nasceu a ideia de “energia para mover centenas de carros, mesmo que você ande de bicicleta” e foi este o fio condutor e concetual de toda a campanha.

2002
Institucional 2002

A sua energia positiva

A sua energia positiva

A sua energia positiva

Segundo Marcelo Lourenço e Pedro Bexiga, a boa concretização do conceito “Energia Positiva” deve-se ao facto de a Galp ser uma grande Marca, muito profissional e corajosa. A Galp foi sempre uma Marca com muita visão, com muita noção do futuro e do caminho que queria trilhar.

A campanha estava em todo o lado. Via‑se na imensidão da sua rede de Outdoors que eram os postos de abastecimento. O filme foi em grande. Um grande filme para uma grande Marca. Sete dias de filmagem, de norte a sul do País.

Entre a serra da Estrela, Monsanto, Peniche, Lamego, Madeira e outros tantos locais que eram os exatos para mostrar a grandiosidade que se desejava.

Marco Martins foi o realizador responsável por esta mega produção e contribuiu de forma efetiva para fazer do filme algo ainda maior, mais empolgante e apoteótico. Um filme de orgulho.

O filme era o marco explicativo da “energia positiva”. E a explicação estava patente na locução: “A Galp tem energia para que a sua vida seja mais prática, mais feliz, mais positiva.”

Foi monumental, 45 minutos de filme a passar na televisão vezes sem conta. Teve imensa visibilidade. Para a imprensa foram feitas fotografias na Madeira e em Peniche. Não se pouparam meios.

Para se filmar a cena do caiaque abriu‑se uma barragem, à palavra “Ação” abria‑se a comporta e em poucos segundo tinha que se obter o take perfeito. Foram 3 takes e já estava, recorda Pedro Bexiga.

Não havia drones na altura, as imagens aéreas foram captadas por um mini‑helicóptero telecomandado com joysticks por uma equipa belga. A pós‑produção foi hollywoodesca recordam ambos com alguma nostalgia.

“Não havia drones na altura, as imagens aéreas foram captadas por um mini‑helicóptero telecomandado com joysticks por uma equipa belga. A pós‑produção foi hollywoodesca”. - Marcelo Lourenço e Pedro Bexiga, Copywriter e Art Director.

Numa palavra, Marcelo define a Galp como “Futuro”. Isto porque desde sempre a Marca se associou ao futuro e o fez de uma forma exemplar, sempre a olhar em frente e a ver mais além.

Pedro Bexiga concorda e acrescenta a palavra “Sustentável”. Na forma como a Marca vai além do combustível e se manifesta na energia como um todo.

2002
Promoção 2002

Cartão Fast Galp · uma chuva de vantagens

Cartão Fast Galp · uma chuva de vantagens

Fechou‑se uma parte da Baixa de Lisboa e o canhão disparava pontos que cobriam a rua da cor da Galp.

A dupla Marcelo e Bexiga, fez sair da cartola outra grande produção. Uma chuva de pontos laranja que invadiu a Baixa de Lisboa.

A ideia era criar um mupi que ilustrasse a ideia de que quanto mais se usava o cartão, mais pontos se acumulavam. Criaram então um mupi oco, dentro do qual se iam amontoando os pontos, uns pequenos discos laranja. Desse mupi nasceu o filme. Uma chuva de pontos reais (hoje em dia seriam digitalmente acrescentados) disparados por um canhão real de pontos que provocava uma verdadeira chuva laranja. A realização ficou a cargo do brasileiro Carlos Mangas Júnior, que fez questão que a produção fosse o mais realista possível.

E foi mesmo. Fechou‑se uma parte da Baixa de Lisboa e o canhão disparava pontos que cobriam a rua da cor da Galp. Mais uma mega produção, para uma mega Marca.

A campanha foi muito grande e teve imensa notoriedade e dava já de certa forma o mote para a comunicação que viria no futuro e a que hoje vemos, uma Marca cada vez mais perto do consumidor e cada vez com mais pontos de contacto.

 

2003
Campanhas 2003

Máxima potência para a melhor performance

Máxima potência para a melhor performance

A comunicação do setor de lubrificantes teve sempre forte relevância para a Marca e a associação com aquele que foi o Melhor Jogador do Mundo é exemplo dessa aposta e resulta num posicionamento topo do produto.

Os melhores lubrificantes, o melhor jogador como  embaixador da Marca. Máxima potência e performance na analogia entre o atleta e o lubrificante.

2003
Campanhas 2003

Portugal positivo vai mais longe

Portugal positivo vai mais longe

Em 2003 a Galp está com os atletas e pilotos portugueses que mais provas davam do seu valor.

Carlos Sousa e Figo, num trio improvável, demonstrava a capacidade de ir mais longe e de vencer desafios com os melhores parceiros, seja em Dakar ou em Madrid.

Em 2003 o piloto Carlos Sousa conquistava o Campeonato do Mundo de Todo‑o‑Terreno, juntamente com a Galp e os seus lubrificantes. Promovia o valor dos portugueses e da Marca que os conduzia a um Portugal Positivo.

2003
Campanhas 2003

A Energia Oficial do Futebol

A Energia Oficial do Futebol

A Galp promove um countdown até ao Euro 2014 e assume‑se como a Energia Oficial da UEFA e de um evento que reunirá milhares de apoiantes e fãs de um Futebol Positivo. O Figo é o rosto da nossa Seleção Nacional e da Marca que se posiciona ao lado dos portugueses positivos.

Portugal recebia a maior competição desportiva da Europa e com ela, o orgulho de toda uma Nação. O Euro 2004 marcava mais um momento de Portugal nos holofotes do mundo.

2004
Campanhas 2004

Muito diferente, muito à frente

Muito diferente, muito à frente

Em 2004 o futuro vinha sob a forma de um combustível digno de uma produção de ficção científica. No seu caminho pela inovação e pela diferenciação junto do consumidor, a Galp chama a si um simpático personagem, inspirado no Star Wars, que viaja até à Terra para abastecer com G Force. Um combustível diferente e muito à frente do seu tempo.

“Desde 2004 que tenho tentado ajudar a construir a personalidade da Marca e a definir o seu tom de voz. Modéstia à parte, acredito que o impacto e a relevância de algumas das campanhas que temos criado, ao longo dos anos, terão dado um importante contributo para aproximar um pouco mais a Marca da generalidade dos portugueses.” - Nuno Jerónimo, Copywriter

2004
Campanhas 2004

Um hino para todos os portugueses

Um hino para todos os portugueses

A Galp era a Marca da Seleção e foi responsável pela criação, não de um jingle, mas de um verdadeiro Hino “Menos ais”, que juntou todo um povo em coro e que se ouve e vê por toda a parte.

A campanha tem como embaixador o Luís Figo, o que se reveste de grande importância estratégica para a entrada da Marca no mercado espanhol, para além de, internamente, ter criado forte ligação emocional da Marca com o público.

A Seleção não ganhou o Euro, mas isso pouco importou. Afinal, Portugal ganhou, a organização ganhou, os portugueses ganharam e com tantos vencedores, a Galp também ganhou.

2006
Entrevista 2006

Pluma e a Rapariga do Gás

Pluma e a Rapariga do Gás

KATARZYNA POTOCZEK‑WALLNER

Modelo polaca que personificou a Rapariga do Gás. Atualmente é médica‑dentista a trabalhar no seu país.

“Também não sabia que o filme da Pluma ia passar 100 vezes por dia e o que é mais importante, que as pessoas iam gostar de mim – menina loira polaca – num filme de uma grande Marca portuguesa.”

Nascida em 1983 na Polónia, Katarzyna começou a trabalhar como modelo aos 15 anos. Fez o filme da Pluma e ficou em Portugal por mais dois anos, voltando depois para a Polónia, para acabar os estudos e se formar em Estomatologia. Trabalha neste momento na sua clínica e desenvolve trabalho essencialmente com crianças. Recorda Portugal com saudade e como uma excelente parte da sua vida.

Confesso que nunca tinha ouvido falar da Galp antes de fazer o filme para a Marca, aliás nunca antes tinha estado em Portugal e aceitei a proposta de participar no filme com entusiasmo, poder conhecer um novo país e uma nova cultura.

Fui escolhida para Rapariga do Gás após um casting, pertencia a uma agência de modelos polaca. E apenas me disseram que era um filme para uma empresa petrolífera.

Vivi por algum tempo em Portugal, na cidade do Porto, mas visitava Lisboa com frequência para estar com amigos que lá moravam e viajei muito pelo País, ainda hoje me arrependo de não ter conhecido mais, Portugal é um país lindíssimo.

Cheguei a visitar a Madeira, também numa produção da Galp.

A campanha da Pluma foi o meu primeiro trabalho em Portugal e logo se seguiram outros, para diferentes marcas de confeção e alguns estilistas.

Recordo Portugal como um país de gente muito simpática, de bom vinho, boa comida e de estranhas iguarias, como os percebes, que ainda hoje nem acredito que tive coragem para experimentar. Trabalhei e convivi com pessoas fantásticas, com algumas mantenho até hoje o contacto e vemo‑nos de tempos a tempos. Tenho saudades do Sol – na Polónia não temos tanto Sol… e o nosso mar é frio – e dos jantares tardios, cá janta-se muito mais cedo.

A nossa noite também é animada, não tanto como a portuguesa e também não começa às 2h da manhã.

Depois da Pluma as pessoas reconheciam‑me na rua e até me chegaram a pedir autógrafos. Recordo‑me de um episódio engraçado, com um paparazzo à minha espera no aeroporto de Lisboa, eu não estava preparada para nada disso. Já fazia publicidade na Polónia e nunca me tinha acontecido nada parecido. Mas foi muito simpática a reação das pessoas!

Ser a Raparida do Gás foi um momento da minha vida, que nunca pensei que viesse a acontecer. Eu era apenas uma jovem estudante de Medicina Dentária que, de vez em quando, fazia trabalhos como modelo. Só depois me apercebi que a Galp é uma empresa enorme e com muita importância.

Também não sabia que o filme da Pluma ia passar 100 vezes por dia e, o que é mais importante, que as pessoas iam gostar de mim – menina loira polaca – num filme de uma grande Marca portuguesa.

Hoje faz‑me sorrir, mas na altura não teve tanta graça, pois filmámos em Lisboa em janeiro…provavelmente o inverno mais frio de todos os tempos em Portugal, em torno de zero graus e no filme eu estava de sandálias e calções curtos, para parecer que era verão. Então as pessoas da produção foram muito solidárias e uma senhora tapava‑me com um cobertor entre os sets.

Alguns anos depois, quando comecei a trabalhar como dentista, tive alguns pacientes portugueses (principalmente estudantes de Erasmus) a quem costumava perguntar porque tinham decidido vir para a Polónia estudar, um senhor um dia disse‑me que vinha ver se havia muitas raparigas do gás cá e eu respondi‑lhe que a verdadeira rapariga do gás era eu! Acho que ainda hoje ele não acreditou.

Viajei bastante pela Europa a trabalho, mas Portugal foi diferente, foi mesmo bom!

 

2006
Entrevista 2006

Concretização da ideia de “Energia Positiva”

Concretização da ideia de “Energia Positiva”

PEDRO BIDARRA

Psicólogo, autor, consultor de comunicação e marketing na empresa WB. Foi vice‑presidente e diretor criativo das agências TBWA e BBDO.

O primeiro contacto com a Galp foi, como não podia deixar de ser, numa bomba de gasolina. Mas, na qualidade de fornecedor e não de cliente, aconteceu nos anos 90, quando a EPG/TBWA foi convidada para um concurso. Procuravam uma agência de publicidade para gerir a conta Galp. Foi ainda antes da fase “Energia Positiva” e da identidade que hoje continua. Perderam o concurso. A Galp, assim foi dito, preferia as ideias da agência, mas tinha dúvidas quanto à  capacidade desta para cumprir as exigências.

Meses mais tarde, depois da agência escolhida, uma multinacional de peso, ter denunciado o contrato por razões de alinhamento internacional com um concorrente, a Galp resolveu entregar-lhes a conta.

Depois de ter saído da TBWA e ingressado na BBDO, deixou de trabalhar a Galp até que, anos mais tarde, surgiu uma nova oportunidade e um novo concurso que ganharam – já na fase “Energia Positiva”, com António Mexia, na liderança da Galp.

Deste percurso destaca trabalhos como: O Homem do Gás com o Herman José a fazer de Diácono Remédios; Menos ais, campanha de apoio à Seleção Nacional de futebol; A Miúda do Gás” campanha da Pluma e Lugares Vazios, campanha para incentivar o car sharing, entre dezenas de campanhas trabalhadas.

Ao longo dos anos com a Galp, o maior desafio foi, sem dúvida, ganhar o segundo concurso em que esteve envolvido. O briefing era sobre a ativação do patrocínio da Seleção Nacional por ocasião do campeonato da Europa em Portugal.

Toda a comunidade criativa e publicitária (anunciantes incluídos) estavam “viciados” num género de comunicação tipo Nike, com jogadores a dar pontapés na bola em poses acrobáticas. Ou seja: como é normal em Portugal, fazer o que se faz lá fora. O que fizeram foi criar o Menos ais, convocando os fãs a exigir mais da Seleção, uma metáfora do que uma Marca, uma empresa e o cidadão deviam fazer com as suas vidas. Era uma abordagem nova. Ganharam. Ganhou a BBDO. A Seleção quase ganhou. A Galp ganhou de certeza. Assim disseram os números.

Se tivesse que eleger uma palavra para definir a Marca seria “Energia”.

2006
Institucional 2006

Um negócio Positivo para todos

Um negócio Positivo para todos

Em 2006 a Galp cria uma Oferta Pública de Venda e comunica‑a numa campanha bastante emocional e intimista, que chega ao âmago do consumidor que pode passar a fazer parte deste negócio de Energia Positiva.

Os balões que ilustram o ir mais longe e o sonho, veem‑se por toda a parte e em todos os meios. A Galp volta a apostar na grandiosidade na forma como comunica.

2006
Campanhas 2006

Um país a sonhar

Um país a sonhar

A campanha que marca a indissociável ligação entre a Galp e a Seleção Nacional conhece, em 2006, o seu arranque mais emblemático, naquele que é o hino de todo um país que sonha ir mais longe. A Galp afirma a sua liderança em Portugal e deixa Portugal a sonhar com a liderança no Mundo.

“O “Menos ais”, convocando os fãs a exigir mais da seleção, uma metáfora do que uma Marca, uma empresa e o cidadão devia fazer com as suas vidas.” “Era uma abordagem nova. Ganhámos. Nós, a BBDO. A Seleção quase ganhou. A Galp ganhou de certeza. Assim disseram os números.” - Pedro Bidarra, Copywriter e Consultor de Comunicação e Marketing

“A campanha de apoio à Seleção Nacional da qual resultou o hino “Menos ais”, cuja letra tive o privilégio de escrever e que se veio a tornar um hit. Descobrimos que os jogadores ouviam o “Menos ais” no autocarro da equipa a caminho dos jogos do Euro 2004. Houve uma certa sensação de missão cumprida, confesso.” - Nuno Jerónimo, Copywriter

2008
Campanhas 2008

Os portugueses conduzem à vitória

Os portugueses conduzem à vitória

Indissociável da Seleção Nacional, em 2008 a Galp leva a ambição e o sonho dos portugueses até à Áustria, mostrando que é toda uma nação que se une para conduzir a Seleção rumo à vitória e que o empenho conjunto gera a energia que nos leva mais longe, num veículo movido a Energia Positiva.

Depois de ter sido o País anfitrião da última edição do Euro, Portugal vibra agora de forma ainda mais intensa com a sua Seleção. A Galp alimenta a ambição e o sonho de chegar mais longe e de aplicar uma Energia Positiva ao resultado.

2009
Promoção 2009

O calvário do Calvário

O calvário do Calvário

Em 2009, tendo como base o cartão de fidelização Fast Galp, a Marca leva a cabo uma promoção de incentivo ao seu uso e ao abastecimento e que premiava com “milhões” de pontos o utilizador do cartão sorteado.

Os pontos poderiam ser trocados por tudo aquilo que se desejasse, desde que se tivesse utilizado o cartão. Como acabou por descobrir da pior forma o Calvário, personagem central de uma série de situações, de outros tantos filmes criados para a comunicação da promoção e que explorava o azar de quem tinha o cartão sorteado e não tinha jogado.

2009
Campanhas 2009

Dividir para ganhar

Dividir para ganhar

A ideia de poupar combustível, tempo no trânsito, energia e o planeta parece uma boa ideia. É nestas premissas que nasce o projeto Car Share, uma comunidade online para a mobilidade urbana, desenvolvida pela Marca e divulgada com mais uma mega produção, em que demonstra de forma tangível a quantidade de lugares vagos nas grandes cidades e apela à criação de uma consciência de partilha e de gestão inteligente de recursos. Bom para o bolso, bom para o planeta.

Enquanto em 2009 Portugal conhecia uma grave crise económica, a Galp via uma oportunidade para a Marca e para o planeta.

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