2002
Entrevista 2002

Uma Dupla Energia Positiva

Uma Dupla Energia Positiva

MARCELO LOURENÇO E PEDRO BEXIGA

Uma dupla criativa, Copywriter e Art Director respetivamente, junta desde 1999 e com muitas histórias para contar.

Marcelo chegou a Portugal, vindo do Brasil, em 1999, altura em que conheceu Pedro Bexiga e claro, a Galp. O primeiro contacto foi com as bombas, um pouco por todo o lado.

Profissionalmente a relação com a Galp começa por um concurso, que a Marca abre e ao qual a Dupla de Diretores Criativos da Lintas dá resposta.

Corria o ano 2000 e a campanha era para o pouco duradouro e menos conhecido Flowerman. A agência não ganhou, mas ficaram muito contentes com o resultado e com a enorme entrega de toda a equipa na proposta. Sempre que há concurso, é toda a liberdade criativa que é posta à prova, recordam.

A notícia na época não foi terem ganho a conta, mas sim a sua saída da agência, para abraçar outro desafio, a Leo Burnett.

Por coincidência do destino, ou porque assim tinha que ser, a Leo era a agência que tinha ganho o concurso, para a comunicação do rebranding da Marca Galp e o nascimento de uma nova assinatura: “A sua energia positiva.”

Apesar de toda a campanha ser da autoria da dupla e ter como mote o lançamento deste novo posicionamento e assinatura, a verdade é que, e ao contrário do que muitos creem, a assinatura não é criação do Marcelo e do Bexiga. Esta assinatura já vinha no briefing da campanha e é uma criação da Brandia, a agência que tinha feito o rebranding.

Para a comunicação deste rebranding, a agência empenhou‑se a fundo. Era o primeiro trabalho daquela dimensão para Marcelo e Bexiga na Leo Burnett e para Alexandre Okada, diretor criativo da casa também há relativamente pouco tempo.

Energia Positiva. Uma promessa desafiante quando quem a faz é um dos “vilões do mundo” – a Indústria Petrolífera. Hoje todos querem ser ecológicos, mas na altura, era algo novo, uma inovação, recorda Marcelo.

A Marca sabia bem para onde queria ir, que lugar queria ocupar e isso estava bem patente no próprio logotipo, que resumia em si tudo aquilo que a Galp queria representar: modernidade, democratização e acessibilidade.

Na comunicação de “A sua energia positiva”, o desafio era grande e, tratando‑se da maior conta da agência na altura, todos se empenharam numa resposta à altura da grandeza da Marca.

Tinham de mostrar que a Galp era energia num todo (e na altura era só combustíveis, note‑se). Energia para a vida, para todos e de forma positiva. O desafio era acima de tudo como  comunicar uma Marca cujo produto é combustível, um recurso fóssil, poluente e que pode gerar desconfiança junto do consumidor.

Mas para grandes desafios, grandes respostas e assim foi.

Nasceu a ideia de “energia para mover centenas de carros, mesmo que você ande de bicicleta” e foi este o fio condutor e concetual de toda a campanha.

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