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2006
Entrevista 2006

Pluma e a Rapariga do Gás

Pluma e a Rapariga do Gás

KATARZYNA POTOCZEK‑WALLNER

Modelo polaca que personificou a Rapariga do Gás. Atualmente é médica‑dentista a trabalhar no seu país.

“Também não sabia que o filme da Pluma ia passar 100 vezes por dia e o que é mais importante, que as pessoas iam gostar de mim – menina loira polaca – num filme de uma grande Marca portuguesa.”

Nascida em 1983 na Polónia, Katarzyna começou a trabalhar como modelo aos 15 anos. Fez o filme da Pluma e ficou em Portugal por mais dois anos, voltando depois para a Polónia, para acabar os estudos e se formar em Estomatologia. Trabalha neste momento na sua clínica e desenvolve trabalho essencialmente com crianças. Recorda Portugal com saudade e como uma excelente parte da sua vida.

Confesso que nunca tinha ouvido falar da Galp antes de fazer o filme para a Marca, aliás nunca antes tinha estado em Portugal e aceitei a proposta de participar no filme com entusiasmo, poder conhecer um novo país e uma nova cultura.

Fui escolhida para Rapariga do Gás após um casting, pertencia a uma agência de modelos polaca. E apenas me disseram que era um filme para uma empresa petrolífera.

Vivi por algum tempo em Portugal, na cidade do Porto, mas visitava Lisboa com frequência para estar com amigos que lá moravam e viajei muito pelo País, ainda hoje me arrependo de não ter conhecido mais, Portugal é um país lindíssimo.

Cheguei a visitar a Madeira, também numa produção da Galp.

A campanha da Pluma foi o meu primeiro trabalho em Portugal e logo se seguiram outros, para diferentes marcas de confeção e alguns estilistas.

Recordo Portugal como um país de gente muito simpática, de bom vinho, boa comida e de estranhas iguarias, como os percebes, que ainda hoje nem acredito que tive coragem para experimentar. Trabalhei e convivi com pessoas fantásticas, com algumas mantenho até hoje o contacto e vemo‑nos de tempos a tempos. Tenho saudades do Sol – na Polónia não temos tanto Sol… e o nosso mar é frio – e dos jantares tardios, cá janta-se muito mais cedo.

A nossa noite também é animada, não tanto como a portuguesa e também não começa às 2h da manhã.

Depois da Pluma as pessoas reconheciam‑me na rua e até me chegaram a pedir autógrafos. Recordo‑me de um episódio engraçado, com um paparazzo à minha espera no aeroporto de Lisboa, eu não estava preparada para nada disso. Já fazia publicidade na Polónia e nunca me tinha acontecido nada parecido. Mas foi muito simpática a reação das pessoas!

Ser a Raparida do Gás foi um momento da minha vida, que nunca pensei que viesse a acontecer. Eu era apenas uma jovem estudante de Medicina Dentária que, de vez em quando, fazia trabalhos como modelo. Só depois me apercebi que a Galp é uma empresa enorme e com muita importância.

Também não sabia que o filme da Pluma ia passar 100 vezes por dia e, o que é mais importante, que as pessoas iam gostar de mim – menina loira polaca – num filme de uma grande Marca portuguesa.

Hoje faz‑me sorrir, mas na altura não teve tanta graça, pois filmámos em Lisboa em janeiro…provavelmente o inverno mais frio de todos os tempos em Portugal, em torno de zero graus e no filme eu estava de sandálias e calções curtos, para parecer que era verão. Então as pessoas da produção foram muito solidárias e uma senhora tapava‑me com um cobertor entre os sets.

Alguns anos depois, quando comecei a trabalhar como dentista, tive alguns pacientes portugueses (principalmente estudantes de Erasmus) a quem costumava perguntar porque tinham decidido vir para a Polónia estudar, um senhor um dia disse‑me que vinha ver se havia muitas raparigas do gás cá e eu respondi‑lhe que a verdadeira rapariga do gás era eu! Acho que ainda hoje ele não acreditou.

Viajei bastante pela Europa a trabalho, mas Portugal foi diferente, foi mesmo bom!

 

2006
Entrevista 2006

Concretização da ideia de “Energia Positiva”

Concretização da ideia de “Energia Positiva”

PEDRO BIDARRA

Psicólogo, autor, consultor de comunicação e marketing na empresa WB. Foi vice‑presidente e diretor criativo das agências TBWA e BBDO.

O primeiro contacto com a Galp foi, como não podia deixar de ser, numa bomba de gasolina. Mas, na qualidade de fornecedor e não de cliente, aconteceu nos anos 90, quando a EPG/TBWA foi convidada para um concurso. Procuravam uma agência de publicidade para gerir a conta Galp. Foi ainda antes da fase “Energia Positiva” e da identidade que hoje continua. Perderam o concurso. A Galp, assim foi dito, preferia as ideias da agência, mas tinha dúvidas quanto à  capacidade desta para cumprir as exigências.

Meses mais tarde, depois da agência escolhida, uma multinacional de peso, ter denunciado o contrato por razões de alinhamento internacional com um concorrente, a Galp resolveu entregar-lhes a conta.

Depois de ter saído da TBWA e ingressado na BBDO, deixou de trabalhar a Galp até que, anos mais tarde, surgiu uma nova oportunidade e um novo concurso que ganharam – já na fase “Energia Positiva”, com António Mexia, na liderança da Galp.

Deste percurso destaca trabalhos como: O Homem do Gás com o Herman José a fazer de Diácono Remédios; Menos ais, campanha de apoio à Seleção Nacional de futebol; A Miúda do Gás” campanha da Pluma e Lugares Vazios, campanha para incentivar o car sharing, entre dezenas de campanhas trabalhadas.

Ao longo dos anos com a Galp, o maior desafio foi, sem dúvida, ganhar o segundo concurso em que esteve envolvido. O briefing era sobre a ativação do patrocínio da Seleção Nacional por ocasião do campeonato da Europa em Portugal.

Toda a comunidade criativa e publicitária (anunciantes incluídos) estavam “viciados” num género de comunicação tipo Nike, com jogadores a dar pontapés na bola em poses acrobáticas. Ou seja: como é normal em Portugal, fazer o que se faz lá fora. O que fizeram foi criar o Menos ais, convocando os fãs a exigir mais da Seleção, uma metáfora do que uma Marca, uma empresa e o cidadão deviam fazer com as suas vidas. Era uma abordagem nova. Ganharam. Ganhou a BBDO. A Seleção quase ganhou. A Galp ganhou de certeza. Assim disseram os números.

Se tivesse que eleger uma palavra para definir a Marca seria “Energia”.

2006
Institucional 2006

Um negócio Positivo para todos

Um negócio Positivo para todos

Em 2006 a Galp cria uma Oferta Pública de Venda e comunica‑a numa campanha bastante emocional e intimista, que chega ao âmago do consumidor que pode passar a fazer parte deste negócio de Energia Positiva.

Os balões que ilustram o ir mais longe e o sonho, veem‑se por toda a parte e em todos os meios. A Galp volta a apostar na grandiosidade na forma como comunica.

2006
Campanhas 2006

Um país a sonhar

Um país a sonhar

A campanha que marca a indissociável ligação entre a Galp e a Seleção Nacional conhece, em 2006, o seu arranque mais emblemático, naquele que é o hino de todo um país que sonha ir mais longe. A Galp afirma a sua liderança em Portugal e deixa Portugal a sonhar com a liderança no Mundo.

“O “Menos ais”, convocando os fãs a exigir mais da seleção, uma metáfora do que uma Marca, uma empresa e o cidadão devia fazer com as suas vidas.” “Era uma abordagem nova. Ganhámos. Nós, a BBDO. A Seleção quase ganhou. A Galp ganhou de certeza. Assim disseram os números.” - Pedro Bidarra, Copywriter e Consultor de Comunicação e Marketing

“A campanha de apoio à Seleção Nacional da qual resultou o hino “Menos ais”, cuja letra tive o privilégio de escrever e que se veio a tornar um hit. Descobrimos que os jogadores ouviam o “Menos ais” no autocarro da equipa a caminho dos jogos do Euro 2004. Houve uma certa sensação de missão cumprida, confesso.” - Nuno Jerónimo, Copywriter

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